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segunda-feira, julho 24, 2006

Tentação -Tome Cuidado!!!

"Cair em tentação" é experimentar a tantação na sua forma mais poderosa e perigosa. Na pate principal deste capítulo concentraremos nossa atenção sobre o perigo da tentação considerando o significado de duas frases encontradas no Novo Testamento:

1)
"Entreis em tentação" (Mt 26.41).
2)
"Hora da provação" (Ap 3.10)

1. Entrar em tentação"

O que é que Jesus quis dizer com estas palavras: "entrar me tentação"? Começaremos a responder, considerando duas respostas muito comuns, no entanto erradas.

a)"Entrar em tentação" - simplesmente significa "sermos tentados"

Esta resposta está errada porque Deus nunca nos prometeu que estaríamos completamente livres da tentação. Jesus não iria nos ensinar a orar por alguma coisa que Deus não nos daria. Algumas tentações podem ser evitadas, mas nesta vida é impossível escaparmos totalmente da tentação. "Entrar em tentação" é uma experiência mais perigosa do que meramente sermos tentados.

b) "Entrar em tentação" significa sermos vencidos pela tentação.

Esta resposta também está errada porque uma pessoa pode "entrar em tantação" e, contudo, não ser derrotada pela tentação. José experimentou um período no qual "entrou em tantação (Gn 39.6-12), porém saiu dele triunfante.

Em 1Tm 6.9 Paulo assemelha "entrar em tantação" com cair em cilada. A idéia principal de cairmos em celada é de que nós não podemos facilmente escapar dela. Em 1 Coríntios 10.13 - Paulo usa a expressão "não vos sobreveio tentação". Esta expressão tem por finalidade ilustar o poder da tentação e a dificuldade em se escapar dele. Em 2 Pe 2.9 - Pedro destaca para nós o poder de certas tantações. Só podemos escapar de tais tentações com a ajuda do poder superior de Deus.

Desta referência concluímos que "entrar em tantação" significa experimentar em grau incomum o poder sedutor da tentação. Às vezes, a tentação é como um vendedor batendo a porta. Ele pode ser ignorado ou mandado ir embora, e ele vai. Noutras ocasiões não é tão fácil lidar com a tentação. Em tais ocasiões a tentação é como um vendedor
que já tenha colocado um pé no lado de dentro da porta. Ele não está apenas determinado a efetuar uma venda dos seus produtos, mas ele os apresenta de forma muito atraente. Enquanto a tentação simplesmente "bate à porta" temos condições de ignorá-la. Quando a tentação consegue colocar um pé do lado de dentro "entramos em tentação".

Quando uma pessoa "entra em tentação" ela experimenta o poder da tentação oriundo de duas fontes

c) O poder de Satanás age de uma maneira especial vindo de fora da pessoa.

Satanás vem com mais determinação e pode do que o faz comumente ao tentar a pessoa a pecar. Às vezes ele tenta pela intimidação: isto é: "ou você peca ou... Negue a Cristo ou perderá a sua vida"! - Outras vezes ele tenta oferecendo alguma coisa desejável para a pessoa, como por exemplo: "Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (Mt 4.9).

d) O poder do pecado que habira em nós age de um modo especial a partir do nosso interior.

A pecado que habira em nós poder ser comparado a um traidor que vive no coração da pessoa. Este traidor colabora com o tentador e procura nos encorajar a ceder a tentação. Nessa tentação o cristão pode clamar a Deus pedindo livramento muitas vezes e ainda assim não ser liberto. A tentação continua fazendo suas exigências. Essas tentações geralmente ocorrem em uma ou outra das seguintes circunstâncias:

i) Quando satanás recebe permissão especial de Deus, por razões que somente Deus conhece, para levar o cristão a "entrar em tantação" (2Sm 24.1; 1Cron 21.1; Jó 1.12; 2.6; Lc 22.31).

ii) Quando os desejos maus de uma pessoa acolhem uma oportunidade favorável e meios altamente desejosos para se concretizarem. Essa foi o caso de Davi como nos é relatado em 2 Samue11.

2)"A Hora da Provação"

Quando uma ou outra destas circunstâncias ocorrem uma pessoa entra em tantação ou, como é denominado em Ap 3.10 - na "hora da provação". Nessa ocasião o poder cativador da tentação alcança o ápice da sua força. É nesse momento que a tentação é mais perigosa e tem maior probabilidade de vencer qualquer resistência que se lhe oponha. Muitas tentação nunca alcançam esse ponto e são conquistadas sem dificuldade. Quando a mesma tentação ocorre na "hora da provação" ela tem uma nova força. A não ser que graça especial seja concedida ela conquistará a alma e a levará ao pecado. Provavelmente Davi foi tentado a adulterar e a matar nos dias da sua mocidade (por exemplo - no caso de Nabal, segundo 1 Sm 25), mas não foi senão na sua "hora da provação" que estas tentações em particular com tal força e urgência que o sobrepujaram (2Sm 11)

A não ser que uma pessoa esteja especialmetne preparada para uma hora como essa, ela certamente cairá sob a tentação. Há mais duas questões sobre a "hora da provação" que precisam ser consideradas.

a) Quais são os meios comumente utilizados para levar a tentação a esta sua hora?

i) Quando a intenção de satanás é levar a pessoa a entrar em tantação, ele freqüente e persistentemente traz a tentação específica à lembrarça da mente. Ele procura entorpecer nossas mentes para a pecaminosidade da tentação, tentando mais e mais. No momento da primeira tentação a nossa mente podeter ficado horrorizada, contido na medida em que a tentação persiste, o sentimento de horror se enfraquece e a tentação já não parece ser tão má como a princípio.

ii) Se um cristão vê seu irmão cair em pecado, ele deveria de pronto odiar o pecado, sentindo compaixão pela que da do irmão e orando por sua libertação. Se ele não proceder dessa maneira, satanás irá se valer desta fraqueza para levá-lo a mesma tentação. Quando Himineu e Fileto se afastaram da verdade, outros também caíram do mesmo modo (2Tm 2.17,18).

iii) O mal de uma tentação pode ficar escondido pela introdução de outras considerações (considerações que muitas vezes são por si mesmas boas). Por exemplo, a tentação par que os gálatas caíssem da pureza do evangelho se fazia acompanhar da promessa de ficarem livres da perseguição. O desejo de escaparem da perseguição acrescentou poder à tentação de se afastarem da pureza do evangelho.

b) Como podemos saber que chegamos à hora da provação?

i) Quando satanás conduz uma pessoa à hora da provação, isso pode ser detectado por sua pressão insistente. É como se satanás soubesse que é "agora ou nunca" - e ele não dará descanso à alma. Numa guerra, se o inimigo conquistar alguma vantagem, ele redobrará os seus esforços. Da mesma maneira, quando satanás tem enfraquecido a determinação de um cristão de resistí-lo, ele se vale de todos os seus poderes e de todos os seus ardis para conquistá-lo e persuadi-lo a pecar. Sempre que a tentação pressionar de todos os lados (interior e exteriormente) para conseguir o consentimento da vontade para pecar, poder ter a certeza de que a "hora da provação" chegou.

ii) Quando a tentação combina o poder do medo com o poder da atração, chegou a "hora da provação". Toda a força da tentação consiste na combinação destes dois poderes. Cada um desses poderes, por si só, geralmente basta para levar a pessoa a pecar. Agindo juntos eles raramente falham. Encontramos esses dois poderes em ação no caso do assassinato de Urias por Davi. Davi tinha medo que Urias se vingasse na própria esposa (para não mencionar a possibilidade de Urias procurar vingar-se no próprio Davi), e de que seu pecado se tornasse público. Tudo isso foi associado a atração do prazer que ele usufruiria pecando com Bete-seba. Quando uma pessoa está ciente de estar sentindo a força destes dois poderes procurando persuadi-la a pecar, então chegou a hora da provação.

Estamos agora prontos a darmos atenção resumidamente ao assunto que ocupará o nosso interesse até o fim deste livro.

Para evitar ser ferido por uma experiência de tentação como essa, o cristão precisa aprender a "vigiar e orar"

Vigiar significa estar alerta, precaver-se, considerar todas as possibilidades e todos os meios de que o inimigo de nossas almas possa utilizar par nos derrotar pela tentação. Isso significará uma vigilância consistente e diligente das nossa almas, valendo-nos, para tanto, de todos os meios que Deus tem colocado a nosso dispor para essa finalidade. De modo particular, há de incluir um estudo durante toda nossa vida das estratégias do inimigo e de nossas forças e fraquezas que satanás poderia explorar para nos enredar no pecado.

Além de vigiarmos, precisamente orar. Este é o meio pelo qual podemos receber a ajuda de Deus para vigiarmos como devemos e desse modo resistir aos ataques de satanás. Todo o labor da fé para guardar nossas almas da tentação se resume nestes dois deveres - "vigiar e orar".
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